Abraçar teu corpo
Ver-te então linda, nua.
Meu corpo jogado sobre o teu
Como um mendigo estirado a rua
Como no mar
Se deita o reflexo da lua
Pobre do mar
Que a lua ele tanto quer
Escrevo-te estes versos
Porque já é uma linda mulher
Pareço profano
Diria ate vulgar
Meu jeito de dizer te amo
Meu jeito de te amar
Já entrelacei meu coração ao teu
E agora nossas pernas se encontram
Em um perfeito bale plebeu
Onde podres apaixonados se amam
E ate eu dizer te amo
Nunca houve se quer um ensaio
Se dessas verdades algo te pareça engano
Diga, diga logo que saio.
E ponho fim a essa apresentação
Não que eu vá por fim em minhas verdades
Tão pouco calar meu coração
Apenas perderei meu resto de sanidade
E o que o mar não daria
Pra ter a face da lua em tuas águas
E o que eu não faria pra ter mais um dia
Pra adiar minhas magoas
Pobre do mar que a lua só vê na madrugada
Enquanto ela repousa em tuas águas agitada
Das ondas ele faz serenata
Pra lua tão longe triste entediada
E eu sou como o mar
Que tem que ter lua por paixão
E eu sou estrela vagar
Tendo como casa toda essa imensidão
Eu sou reflexo de você
Eu sou o que você precisar
Sou lua, céu, e mar.
Eu sou o que você quer perder
Profano, vulgar, apaixonado.
Sol, lua, céu, e mar.
Estrela do inacabado
Poeira cósmica estrelar
Teu poeta
Teu bailarino, compositor.
Teu mendigo, profeta.
Teu tudo em nome do amor
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