sábado, 8 de outubro de 2011

Declaração


Deitar em teus sonhos

Abraçar teu corpo

Ver-te então linda, nua.

Meu corpo jogado sobre o teu

Como um mendigo estirado a rua

Como no mar

Se deita o reflexo da lua

Pobre do mar

Que a lua ele tanto quer

Escrevo-te estes versos

Porque já é uma linda mulher

Pareço profano

Diria ate vulgar

Meu jeito de dizer te amo

Meu jeito de te amar

Já entrelacei meu coração ao teu

E agora nossas pernas se encontram

Em um perfeito bale plebeu

Onde podres apaixonados se amam

E ate eu dizer te amo

Nunca houve se quer um ensaio

Se dessas verdades algo te pareça engano

Diga, diga logo que saio.

E ponho fim a essa apresentação

Não que eu vá por fim em minhas verdades

Tão pouco calar meu coração

Apenas perderei meu resto de sanidade

E o que o mar não daria

Pra ter a face da lua em tuas águas

E o que eu não faria pra ter mais um dia

Pra adiar minhas magoas

Pobre do mar que a lua só vê na madrugada

Enquanto ela repousa em tuas águas agitada

Das ondas ele faz serenata

Pra lua tão longe triste entediada

E eu sou como o mar

Que tem que ter lua por paixão

E eu sou estrela vagar

Tendo como casa toda essa imensidão

Eu sou reflexo de você

Eu sou o que você precisar

Sou lua, céu, e mar.

Eu sou o que você quer perder

Profano, vulgar, apaixonado.

Sol, lua, céu, e mar.

Estrela do inacabado

Poeira cósmica estrelar

Teu poeta

Teu bailarino, compositor.

Teu mendigo, profeta.

Teu tudo em nome do amor

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