quarta-feira, 11 de agosto de 2010

I_MUNDO ( @kelpedonni )

 

I_mundo

 

Quando deitamos

Fechamos os olhos pra nossa volta

E esquecemos do mundo

Das suas injustiças e revoltas

Mas é só quando deitamos?

Tem gente com fome

Tem gente com frio

Tem gente que morre sem um nome

Tem gente de baixo da ponte a margem do rio

Tem gente na calçada fria

Querendo não mais que um jornal

Não como você pra ver o horóscopo do dia

Mas pra se proteger do frio esquecimento social

Tem crianças nas ruas

Sem mãe, pai sem ninguém.

O homem querendo ainda ir à lua

Esquecendo os problemas que aqui tem

Nesse instante o que você faz agora?

Tem gente inventando bomba nuclear

Tem um mundo se destruindo

E você se preocupa apenas e não perder a hora

Tem gente ajudando

E tem gente atrapalhando

Tem gente matando por pouco

Tem gente chorando

O cara que cantava a paz era louco

Tem gente sonhando

Tem gente querendo curar doenças

E tem gente inventando

Cada um na sua crença

Uns procuram fazer o bem

E outros tantos tentando piorar

Tem gente com fome e frio

Tem gente sem esperança

Sem fé, sem fé.

Ate quando acreditar em Deus

Ate quando acreditar num futuro melhor

Estão pagando pra ver a realidade nos cinemas

Como se as pessoas não saíssem mais de casa

A realidade do cinema é mais real

Que a realidade da porta da sua casa

Filmes de guerra são campeões de bilheteria

E o documentário da paz cadê?

Ta longe de sair, será que alguém se interessa em fazer.

Tem que ter boa imaginação pra isso

Porque daqui não da pra ver essa paz

Aqui os senhores da guerra só tem um compromisso

Ele é totalmente financeiro e egoísta

Tanto que seu nome esta fora da listas

Dos que tem direito a essa imunda herança

Pra mim, eu fico com a esperança.

Tentando fazer minha parte nesse galinheiro

Onde o galo que canta

Amanha pode ser mais um herdeiro

Dessa monarquia de sangue e matança

Onde eu não fui chamado pra dançar

Dança de porcos na lama

Morre o monstro fica a fama

Esse ciclo vicioso de poder

É o que põe tudo a perder

Morre um pra outro nascer

Nasce um pra outros morrerem

Morrem outros pra vocês verem

É, pra vocês só verem.

E continuar só olhando

Ate da vontade de mudar

Da vontade, só vontade.

A vida é mesmo um jogo

Se você não tiver vontade de vencer

Ou de mudar o que não te agrada

E deixa sempre acontecer

Espera ai sentado seu triste fim

Que você traçou esperando morrer

Aceitando de cabeça baixa

As crueldades desse I_MUNDO

As coisas começam por baixo

E vão tomando proporções globais

Está indo do aquecimento ao esquecimento

Hoje se vive o inicio do fim

Assim eu vejo...

Como você eu também vejo...

E lá no fundo bate um coração

E nele um forte desejo

De quando eu acordar já terem encontrado a salvação

Não um exterminador

Ou coisa do tipo

Só uma forma de propagar o amor

De aceitar cada um como é

De ser feliz com que temos

 

 

Um comentário:

  1. Como você consegue escrever assim?

    Poemas longos e tão completos?
    Sem redundância, apenas falando de uma forma tão profunda tudo que somos e vemos em nossa volta?

    =O
    Passada!

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