terça-feira, 10 de agosto de 2010

Paradoxo

Metafórico por natureza

Complexo e critico

O sabor do suco cítrico

A exterioridade falsifica a beleza

A verdade por melhor que seja

É amarga no inicio



Eu prefiro a mentira

Que desce suave pela alma

É na verdade a verdade que ser quer

É o som de um tango argentino

Por fim começa inocente como um menino

E termina por ferir como uma mulher



Dói a alma a sutileza da verdade

Fere como uma espada que dilacera o coração

E a verdade parece ficção

Por mais absurda que a verdade fuja a razão





Mentira é um afago de prostituta

E vago e confortante

É uma omissão de fatores que não altera resultados

É só um –RELAXA- pra alma

Pra que não percamos a calma

É a rota de fuga para o caminho da sobrevivência

Da nossa falsa existência...



É bem verdade o que minto

Dizendo como mentira

As verdades que sinto...

Descarregando em suaves versos

Toda minha ira

Fazendo a verdade ter papel inverso

A tornando tão útil e vazia como a mentira

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